Bom, algum tempo se passou desde a minha última postagem!
Não vamos deixar isso acontecer, não é?
Não vamos deixar que os carros, prédios, pessoas, trabalhos e relógios nos impessam de ver algo colorido entre o branco, bege, cinza, preto, tons pastéis ou clássicos, sérios e impositivos!
Hoje, indo para o trabalho, descendo de ônibus a Avenida Rebouças, me chamou atenção um ponto comercial, não sei de quê, numa esquina da avenida.
Como vários pontos comerciais, era um sobrado antigo, dois andares, conservado. E o que havia bem na frente?
Um ipê. Rosa. Com flores no alto e o chão todo colorido.
Sorri. O moço em pé na frente não entendeu, olhou pra trás, não viu nada engraçado nem bonito.
Nesse momento muita gente ia para o trabalho, a rua estava cheia e eu me pus a pensar mais uma vez em Rubem Alves e em como chorei quando ele descreveu perfeitamente sua predileção pelos Ipês (acredito até que já postei aqui no blog).
A árvore que faz tudo ao contrário, insiste em florescer quando todas as outras dormem, em pleno inverno, alegrando a frieza.
No interior de Minas,em julho, eles colorem os pastos secos...
Aqui em São Paulo um Ipê anda colorindo a Rebouças. Ele é discreto, como quase tudo por aqui. Mas cumpre bem sua função:me mostra que é possível fazer tudo ao contrário!